América do Sul mapa norte e

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(1558) Mapa da costa Norte e Leste da América do Sul - Diogo Homem

2020.06.26 23:00 marilize__legajuana (1558) Mapa da costa Norte e Leste da América do Sul - Diogo Homem

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2020.04.12 00:35 silveringking A Queda do Império, Parte III, Angola e São Tomé e Príncipe

Finalmente decidi escrever a terceira parte desta série, eu agora lamento não ter começado com Cabo Verde e a Guiné, mas uma pessoa trabalha com aquilo que tem, e eu prometi Angola E São Tomé por isso, vamos lá a isto.
Nota: Este post é bastante grande, mas eu tentei resumi-lo o máximo que pude, acreditem eu cortei bastantes coisas. A África não é bem a minha especialidade, mas farei um esforço, se acharem que falta alguma coisa por favor avisem-me, tentei realmente não falhar nesta história e li muito...

Portugueses que odeiam Mouros
Primeiro de tudo, como verdadeiro português eu odeio mouros, e não, não estou a falar de vocês gente a sul da linha de Coimbra, falo de Mouros verdadeiros. Sabem o que é um mouro? Um mouro é um individuo que originou na presente Mauritânia e que por norma é de religião Islâmica, tecnicamente mesmo que sejam cristãos e tenham nascido na Mauritânia são mouros. E eis aqui outra coisa que talvez não saibam, os mouros eram muito adversos a cristãos, mas isso é um traço cultural que não é partilhado com toda a gente islâmica, há países que seguem o Islamismo e onde os seguidores de Alá e de Cristo se dão bem, mas não os Mouros, e é por esta razão que aqui no Norte vos chamamos aí no Sul de mouros, estamos a comparar-vos a esse povo que se acha superior e que é adverso a nós portugueses. Por essa mesma razão por muito tempo Portugal foi chamado Reino de Portugal e Algarves, tecnicamente o Algarve era um reino diferente com influência moura, por isso eles sempre disseram “Ok, nós somos vossos aliados, mas somos um povo à parte…” e isto durou até à Implantação da Républica.
Agora o que isto tudo tem a ver com Angola? A resposta é muito, porque de Marrocos ao norte da Nigéria era tudo terras Islâmicas no tempo da colonização portuguesa. Eles foram islamizados principalmente por estes mouros, que lhes trouxeram a ideia de que os cristãos eram o demónio, logo toda a gente agia de forma muito agressiva os portugueses que apresentavam uma Cruz nas suas velas. Aliás se quiserem saber um pouco mais sobre estas sociedades leiam sobre as viagens de Ibn Batutta, que era um juiz islâmico que viajou por todo o mundo muçulmano, da Guiné até à India, isto foi um pouco antes da chegada dos Portugueses, mas assim ficam com a ideia.
Eu queria manter isto limpo de insultos, sendo um post educativo e tal por isso vou transmitir-vos o que acho que os portugueses pensaram na altura.
- Oh p*ta que pariu, todo o lugar que aportamos é sempre a mesma m*rda, só mouros a tentar comer o c*.

Kongo, o reino que aceitou ser cristão
E então chegaram ao que hoje é o Congo e Angola e repararam que ninguém era muçulmano aqui. Pelo contrário, a maior parte do pessoal curtia esta nova religião, e os líderes deste reino, cujo o nome era Kongo, adotaram nomes portugueses, a religião cristã, adotaram a nossa língua e a cereja no topo do bolo ajudaram-nos a combater esta “gentalha” islâmica a Norte.
Muitos líderes deste povo vieram a Portugal educar a sua elite, e é por esta razão que muita gente em Lisboa tem ascendência negra e não sabe. Na verdade, muitos vestígios foram apagados com o Terramoto de Lisboa, mas eu acredito pessoalmente que ainda existe muito material genética desta gente na população de Lisboa.
A sul do Reino do Kongo, havia o Reino de Ngola (Angola), cujo o nome foi confundido, o reino não se chamava Angola, Angola era o nome dos líderes desse Reino. Tanto o Reino de Ngola como do Kongo se tornaram vassalos do Reino de Portugal, até a um ponto que se confundiam.

O vício do café…
E agora tenho-vos de falar das primeiras experiências da escravatura em São Tomé, ao inicio a escravatura era puramente um negócio. Ah sim, gostaria de dizer uma coisa antes, a escravatura até esta altura eram proibidas pela religião católica, os primeiros cristãos foram escravos romanos, logo a igreja Católica era muito adversa a este conceito que era a escravidão, quer dizer até ao momento em que os Senhores Padres em Roma perceberam que se podia fazer muito dinheirinho com esta gente negra, se ela pudesse ter um pouco de “incentivo”, um pouco de “reforço negativo”, e foi aí que o papa lançou uma bula permitindo a escravidão de qualquer pessoa negra ou seu descendente.
Mas neste primeiro momento era apenas um negócio comercial, nós usávamos esta gente para produzir açúcar e café que eram muito desejados na Europa, e quando digo muito, digo muito, por exemplo dizem que Voltaire quando estava a escrever o Candide, estava tão viciado em café que bebia 80 chávenas por dia. O pessoal adorava esta bebida, tal como adora agora, e São Tomé era o ponto perfeito para a produzir, por isso importaram escravos do Kongo e de Angola, escravizaram-nos e obrigaram-nos a produzir café e açúcar para sustentar o vício do café e do açúcar, e quando levantaram a questão da escravidão, aí sim o Papa fez a tal bula. Só muito mais tarde o povo negro começara a ser visto como inferior. Por isso e resumindo, isto da escravatura começou com o vício do café e do açúcar.

Super-Rei, mas nem tanto…
Eu podia falar de muita coisa sobre Angola e São Tomé, mas eu vou avançar para o século 19 porque senão nunca mais saímos daqui. Na altura em que o Rei D. Carlos se tornou monarca em Portugal, quase imediatamente os ingleses fizeram um ultimato ao rei, que queria ligar os territórios de Moçambique e Angola, ora o Rei, sendo inexperiente e tendo a Marinha de pantanas herdada do pai, pouco pode fazer e cedeu ao tão famoso “Mapa Cor-de-Rosa”, o que pouca gente sabe é que foi ele que formou a atual Angola e enquanto perdeu a oportunidade de ligar as duas colónias, fez bons ganhos territoriais que hoje fazem parte da Républica Angolana. Ao mesmo tempo (quase), o estado vassalo do Kongo foi extinguido e passou a ser parte integral da colónia Angolana. Agora porque é que Cabinda está separada do resto de Angola? Bem, porque os Belgas tinham o seu próprio Congo e precisavam de um porto para entrar lá, na verdade o Rei Leopoldo II da Bélgica fez do Congo Belga seu jardim de escravos pessoal, mas isso é outra coisa. Os cabindenses de uma certa forma sentem-se os descendentes do reino do Kongo, aliás eles próprios se chamam de “Congo Português”, logo sempre resistiram ao facto de serem anexado pro Angola pois não acreditavam ser o mesmo povo. Quanto à resistência aos portugueses em Angola, sempre houve, aliás um dos símbolos da luta contra os portugueses foi a Rainha Nzinga, mas os esforços portugueses sempre de uma maneira ou de outra levaram a melhor, mas não sei o devido esforço.

As classes…
Relativamente a São Tomé as coisas sempre foram um pouco mais calmas, porque pelo menos aí nós tivemos a decência de criar uma classe intermédia entre os escravos e brancos, os chamados mulatos, palavra que eu não gosto nada, mas que se generalizou. Quem não sabe a palavra mulato vem de mula, que é um híbrido entre um cavalo e um burro, a palavra correta deveria ser filhos da terra, mas pronto. Essa classe intermédia serviu um pouco como a força militar que combatia insurreições. E apesar de um filho de um negro ser tecnicamente ainda escravo, o pai podia libertar o filho quando quisesse, até mesmo assumi-lo, dado que a igreja católica aceitava o cruzamento de raças muito bem. Aliás a sociedade da América Colonial Espanhola (e a um certo ponto a Portuguesa) era bastante estratificada com bastantes castas todas com níveis de cruzamento diferentes, crioulos, castiços, zambos, mestiços… Mas isso falarei quando falarmos sobre o Brasil.

A Guerra e o(s) Estado(s)
Porque é que então houve a questão da Guerra Colonial? Bem isto começou em Angola no final dos anos 50 e inícios dos anos 60, os povos das colónias exigiam cada vez mais autonomia e o Salazar, apesar de ser muito bom em finanças, era um zero à esquerda em politica internacional, o Marcello Caetano (que eu já referi antes ser o padrinho do nosso atual Presidente, Marcelo Rebelo de Sousa), tentou no finalzinho da Guerra Colonial, tornar as colónias em estados de pleno direito ainda que com alguma ligação a Portugal, mas falhou redondamente, nesta altura o país já estava bastante desgastado na Guerra, e era da opinião de muitos que eventualmente transitaríamos para uma democracia aos poucos e poucos, o 25 de abril só acelerou o processo dando um golpe de misericórdia ao governo fascista…
E o resto penso que já sabem, assim que transitámos o PREC acabou por libertar as colónias todas ao desbarato. E foi assim que nós ficámos com os Retornados, gente que por vezes estava há várias gerações em Angola e que teve de voltar para Portugal com nada para além do que tinha no corpo porque houve uma má política de descolonização.
O resto é história…
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2020.03.04 15:25 pica_foices A análise e debate da atualidade internacional (semana #09 de 2020) pela rádio/TV portuguesa

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2020.01.16 00:50 TheTanzanite Por que o futuro da humanidade é sombrio

EDIT: Esse post não tem o intuito de deixar ninguém depressivo, por mais que não sejam notícias boas, vejam isso como uma oportunidade de não ficar perdendo tempo com certas cobranças e amarras da sociedade que você sabe que não faz sentido com o que você realmente é ou quer ser. É também uma forma de redirecionar qualquer "raiva" que você tenha no espectro político para quem realmente está causando isso tudo.
Esta é apenas uma tradução das partes relevantes do tópico postado por logiman43 no /DarkFuturology.
10 anos atrás eu era o cara me acorrentando em árvores, 5 anos atrás eu era o cara bloqueando a rua para chamar a sua atenção sobre o consumo de carne. Eu já fui preso, ridicularizado e "linchado". Agora eu estou apenas cansado. Eu sou um Ph.D em Relações Internacionais com especialização em Conflitos Climáticos (e 2 outros diplomas em Direito e Economia).
Aqui você irá achar 30,000 papers científicos sobre esta situação fodida.
Para os amantes de áudio, aqui você tem uma conversa de 30 minutos sobre como tudo deverá colapsar. "Não há crescimento infinito".
5 anos atrás existia uma série chamada 'The Newsroom'. Era uma série série com alguma comédia sobre o mundo midiático. Existe um clipe famoso da série (04:48) sobre o colapso do clima. Era "cômico" na época, porém agora é a realidade.

Aquecimento Global:

De acordo com um report de 2018, a temperatura global já está 1ºC maior do que a era pré-industrial.
O que irá acontecer a cada incremento de 0.5ºC? O rastreador de ações climáticas mostra que chegaremos aos 3.5ºC com as políticas atuais em 2050. Climate stripes - Veja o salto em 1995
Gráfico mostrando emissões de carbono por continente. Veja a explosão na Ásia
Neste gráfico, você tem todos os níveis de CO2, CH4, N20, temperatura e nível do oceano.
As 20 piores consequências do aquecimento global
+9 Gráficos
1.5ºC - Este costumava ser o ponto em que os cientistas achavam que estávamos OK. Em 2018, o IPCC queria parar o aquecimento global neste temperatura, prevendo que a atingiríamos com 10% de chance em 2023. Nesta temperatura, ondas de calor tão quentes quanto o Deserto do Saara acontecerão no mundo todo, todo ano. Haverá destruição massiva de plantações, 70% dos corais no oceano perderão a sua cor e secas afetarão 360mi de pessoas (Fonte).
Advinhe só? De acordo com o - já antigo - report do IPCC de 2019, nós já estamos quase atingindo 1.5ºC. A quantidade de 'loss events' (Tsunamis, Tempestades, Enchentes, Queimadas) entre 1980 e 2015 QUADRUPLICOU.
Históricamente, todo summit pelo clima falhou em atingir a meta de limitar as emissões GHG, não chegando nem perto. Outro ângulo. Inclusive, estudos recentes alertam que metas do Acordo de Paris já estão fora do nosso alcance.

Biomassa e a 6ª Extinção

A Terra aparenta estar passando por um processo de "aniquilação biológica". Mais da metade do número total de animais que um dia dividiram o planeta com os humanos já se foram. Um estudo de 2017 checou as populações animais ao redor do planeta examinando 27,600 espécies de vertebrados - quase metade das espécies que sabemos que existem. Eles descobriram que mais de 30% delas estão em declínio. Algumas espécies estão enfrentando um colapso completo, enquanto populações locais de outras estão sendo extintas em áreas específicas. Além disso, humanos exterminaram 60% das populações animais desde 1970. (Fonte)
Aproximadamente 40% das espécies de insetos estão em declínio, de acordo com um estudo e eles não são as únicas criaturas sofrendo. Nos últimos 50 anos, mais de 500 espécies de anfíbios entraram em declínio - e 90 foram extintas - devido a uma doença mortal de um fungo, que corrói a carne de sapos. (Fonte)
E plantas estão sendo extintas 350x mais rápido do que o normal
De outro lado, veja a explosão de animais domésticos entre 1950 e 200. Gado é uma das causas do aquecimento global. Ex: A Amazônia está sendo desmatada não pela madeira, mas para abrir espaço para criação de gado. (Fonte).

População

A curva íngrime na população. Se nossos números crescem em média 228,000 por dia, em uma semana nós teremos adicionado 1.589.000 pessoas extras à população mundial. Para se preparar, a Humanidade precisa produzir mais comida nas próximas 4 décadas do que já produzimos nos últimos 8.000 anos (Link p/ Paper). Porém estamos desperdiçando tanta comida e perdendo tanta água com irrigação, que é possível que a sociedade colapse em 2040 devido à escassez catastrófica de alimento.

Permafrost e Metano

Solo no Ártico está liberando mais CO2 do que 189 países.

Com um aumento de 2ºC, esperamos que 6.6 milhões de km² descongelem e isso crie um 'feedback loop' que libere muito metano, o que significa que o descongelamento do permafrost e calotas polares se torne um processo de extinção que se auto acelere.
Os oceanos já estão borbulhando com Metano e o que é mais assustador é que nós sabemos que existem patógenos congelados no permafrost - patógenos como Anthrax.

Doenças

Conforme a Terra aquece, animais serão forçados a migrar em massa. Isso significa que animais transportando doenças tropicais (como Malária) passarão a conviver entre nós. Para se ter uma idéia de quão isso é assustador, doenças como 'Camel Flu' (MERS) tem uma taxa de mortalidade de 36%.
E os hospitais não estão preparados para os desafios da mudança climática
Report do World at Risk. Eles listaram dezenas de doenças que os experts sugerem possuir o potencial de causar epidemias que podem escalar fora de controle, entre elas o Ebola, Zika Virus e Dengue. Uma pandemia pode infectar o mundo em horas e matar milhões pois NENHUM país está totalmente preparado. 100 Anos atrás a Gripe Espanhola infectou 1/3 da população e matou 50 milhões de pessoas.
Atualmente, a poluição do ar está tão alta que a China e India ultrapassam os gráficos. Sem uma máscara, você ficará doente.

Erosão do Solo Superficial

Nós estamos ficando sem solo arável (Fonte) e até 2055, nós não teremos mais nada.
Este é o aviso do autor de "Surviving the 21st Century", Julian Cribb para uma conferência internacional do solo em Queenstown, NZ em 15/12/16.
"10kg de Solo Arável, 800L de água, 1.3L de Diesel, 0.3g de Pesticidas e 3.5kg de CO2 - Isso é o necessário para entregar uma refeição, apenas para uma pessoa" - Cribb diz.
É necessário 2000 anos para se formar 5cm de solo arável e se você acha que isso não te afetará, espere até que comida se torne a commodity mais rara da Terra. Se você acha que já viu a barbaridade humana, espere até que estes mesmos humanos estejam famintos e desesperados por comida. Isso não significa milhões de pessoas famintas, sginificará bilhões de pessoas sem comida. Incluíndo você.

Escassez de Água Doce

A India tem 5 anos para solucionar a crise hídrica, a África do Sul tem a pior seca em 1000 anos, Zâmbia tem 2mi de pessoas à beira da inanição graças à seca.
De acordo com o report das Nações Unidas, em 10 anos, 4 bilhões de pessoas serão atingidas pela falta de água doce, das quais 2 bilhões estarão severamente em falta.

O evento "Blue Ocean"

Um evento Blue Ocean significa que grandes quantidades de luz solar não serão mais refletidas de volta ao espaço. Ao invés disso, o calor será absorvido pelo Ártico. Enquanto o Oceano Ártico possui gelo, a maior parte da luz solar é refletida e o "centro de frio" permanece perto do Pólo Norte.
Isso não apenas significa que o calor adicional terá que ser absorvido pelo Ártico, mas também que os padrões de vento irão mudar radicalmente, ainda mais do que já estão mudando hoje. O que causa com que outros 'pontos de virada' sejam atingidos antes do esperado. É por isso que o evento 'Blue Ocean' é muito importante e possivelmente será atingido abruptamente em 2022. (Fonte).

O feedback loop da camada de gelo

Quando falamos do crescimento do nível do mar, está se tornando cada vez mais difícil prever uma vez não estamos apenas aquecendo o ar, o calor está ficando preso nos oceanos também, o que significa que as camadas de gelo no círculo do ártico está derretendo por cima e por baixo - Ou seja, estão derretendo MUITO mais rápido do que estimamos até nas nossas estimativas mais radicais. (Vídeo).
Se você está preocupado com os refugiados da América Central/Latina ou África, você pode começar a pensar nas dezenas de milhões de pessoas que começarão a escapar continente a dentro das inundações.
Isso TRIPLICA as nossas estimativas anteriores.

Evento Wet Bulb

Mudança Climática causará ondas húmidas de calor, que matarão até pessoas saudáveis.

Ondas de calor extremas que matam pessoas saudávels em horas atingirão partes do subcontinente indiano a menos que as emissões globais de carbono sejam drasticamente cortadas rapidamente. Mesmo foras destes hotspots, 3/4 da população de 1.7bi - particularmente agricultores no Ganges e vales Hindus - serão expostos a um nível de humidade classificado como "Perigo Extremo" até o final do século.
A nova análise avalia que o impacto do clima na combinação mortal de calor e humidade, classificado como a temperatura "Wet Bulb" (WBT). Quando a humidade chega em 35ºC, o corpo humano não consegue mais se regular através do suor e até pessoas saudáveis sentadas na sombra, morrerão em até 6 horas. Já existem partes do mundo em que a humidade atinge 32ºC a 33ªC.

Acidificação do Oceano

Acidificação do Oceano tornará a mudança climática pior ainda

Os oceanos estão absorvendo uma grande parcela do CO2 emitido na atmosfera. Na realidade, oceanos são o maior absorvente de CO2 do mundo, muito maior do que as capacidades de absorção da floresta amazônica. Mas quanto mais CO2 os oceanos absorvem, mais ácidos eles ficam em uma escala relativa pois uma parte do carbono reage com a àgua para formar ácido carbônico.
Se a acidificação diminuir as emissões marinhas de enxofre, isso poderá causar um aumento na quantidade de luz solar atingindo a superfície da Terra, acelerando o aquecimento - o que é exatamente o que o estudo do Nature Climate Change prevê. Pesquisadores estimam que o pH do oceano irá diminuir em 0.4pH até o final desse século se as emissões de carbono não pararem, ou em 0.15pH CASO o aumento pare em 2ºC. (Fonte)
Já está acontecendo uma extinção em massa nos oceanos.

Porque prevenção do desmatamento é mais importante que replantá-las.

Há tanto CO2 na atmosfera que plantar novas árvore já não pode mais nos salvar.

Cientistas estimam que precisamos plantar 1 trilhão de árvores para mitigar o Aquecimento Global. SEM PERDER NENHUMA ÁRVORE já que uma árvore queimando libera todo o CO2 de volta.
A Amazônia está perdendo 3 campos de futebol por minuto graças à queimadas - Mapa Interativo. No momento, estamos perdendo 13-15mi de hectares de árvores por ano na América do Sul, África e Oeste Asiático que estão sendo convertidos para agricultura. (Fonte)
Então se assumirmos que plantemos 1mi de árvores a cada passo que você dê, então 20 passos serão 20mi de árvores, correto? 1 trilhão de árvores é o equivalente a 2.5x mais do que a distância em que você está até a Estação Espacial Internacional, isso sem contar toda a poluição liberada para plantar as sementes, toda a logística de preparo do solo arável e o descarte de lixo. Uma ação para resolver um problema, afeta diversos outros que também contribuem para o aquecimento.

Migrações

Se prepare para centenas de milhões de refugiados do clima - MIT.

Até 2050 haverão 1.5bi de migrantes. Sim, em 30 anos. O que aumenta drasticamente o potencial de conflitos e violência. Um estudo pelo Pentágono confirma que haverão guerras causadas por problemas relacionados a refugiados do clima.
Apenas um exemplo rápido, a Índia poderá bloquear o rio Indus, matando centenas de milhões de paquistaneses. (Fonte). Ambos países que possuem armas de destruição em massa. Nos próximos 30 anos haverá também um crescimento do fascismo e campos de concentração, o que já acontece nos EUA com mexicanos e na China com os Uighurs.

Os super-ricos

Os ricos sabem que é tarde de mais e que serão os únicos que sobreviverão. (Artigo). Eles já estão costruindo bunkers e comprando passaportes neozelandeses para se refugiarem quando der merda e é por isso que eles estão ficando exponencialmente mais ricos. Por exemplo, Canada, Noruega e Brasil irão 'floodar' o mundo com petróleo para obter lucro máximo (Artigo do NYT "Flood of Oil is Coming").
Se qualquer coisa acontecer, os super-ricos irão apenas comprar passaportes por $1M+ e fugir enquanto migrantes serão colocados em campos de concentração, os ricos estão planejando nos deixar para trás.

Porque o atual sistema econômico está quebrado

O sistema econômico está completamente quebrado e não só nos EUA comot ambém na Europa, Austrália, América do Sul e Ásia. Eu estive pesquisando este assunto por anos e fico 'embasbacado' quão ruim realmente está.
Os ultra-ricos possuem $32 trilhões, sem contar assets mobiliários, ouro, iates e cavalos de corrida, em contas offshore.
Visualização da diferença entre $50,000, $1mi e $1bi. A média de income nos EUA é de $32,000/ano. Supondo que cada degrau em uma escada representa $100,000, então metade da população americana ainda está no começo ou apenas no 1º degrau, são quase 200 milhões de pessoas que não conseguem nem subir um degrau nesse sistema. Os lares conjuntos de 80% estão no quinto degrau da escada enquanto um bilionário...um bilionário está 10.000 degraus acima da escada, o que é o equivalente à 5 prédios do tamanho do Empire State. Lá de cima, eles não conseguem distinguir a diferença dentre um milionário e um sem-teto nem se eles quisessem. E Jeff Bezos? Ele está na metade do caminho até a Estação Espacial, o equivalente a 24 Everests em cima do outro.
Se você tivesse um trabalho que pagasse $2.000/HORA e você trabalhasse 40 horas por semana, sem férias e de alguma forma economizasse todo esse dinheiro, você teria que trabalhar mais de 25.000 anos para chegar na mesma fortuna de Jeff Bezos.
Outras menções notáveis:

Por que ninguém fala do colapso?

Por que ninguém fala do colapso? Porque um mundo sem esperança é um mundo de caos, imagine 7 bilhões de pessoas percebendo que eles não tem 200, 100, 50 anos restantes mas sim apenas 20 ou 30.
Além disso, os ricos estão tentando promover éticas de trabalho em que você não tenha tempo para ler, assistir ou estudar sobre nada do que foi dito acima. Nós estamos ficando cada vez mais isolados um dos outros por causa de tecnologias como Facebook ou Tinder e pra completar, os políticos estão tentando desestabilizar o mundo que conhecemos, para criar confusão e conflito entre nós. Dividir e Conquistar. Por que você acha que a Rússia está por trás do Brexit, do movimento Black Lives Matter e do crescimento do fascismo na Europa?
A Rússia influenciou as eleições americanas, criando centenas de grupos de Facebook Pro-Trump, pagou também para rodar propagandas patrióticas "MAGA" no Facebook.
Por que você acha que há tantos protestos rolando ao redor do mundo ultimamente? Aqui estão os maiores protestos acontecendo agora.
LUTE!
Para mais: /collapse
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2019.09.19 06:29 juniordoce Dino justifica entrega de Alcântara e acha que ainda teremos soberania

Entregar o centro de lançamento de Alcântara para os norte-americanos é perder nossa soberania sim
O governador do Maranhão, Flávio Dino (PCdoB), afirmou durante entrevista no programa (9/09) de Fernando Haddad nas redes sociais, que o Centro de Lançamento de Alcântara pode ser cedido aos Estados Unidos sem que o Brasil perca soberania sobre esse pedaço de seu território. Segundo a crença dele, “o Acordo [com os Estados Unidos] não impede que a Base de Alcântara amanhã seja usada por outros países”.
Haddad ainda insistiu, incrédulo, durante a entrevista:
Haddad: E é o Brasil que decide?
Dino: Claro!
Haddad: Sempre?
Dino ainda afirmou que “se amanhã o Brasil quiser sediar ou receber o lançamento, por exemplo, de um artefato – de um veículo lançador de satélite – do Canadá, poderá fazê-lo; da França, poderá fazê-lo; da Itália, poderá fazê-lo. O que o Acordo diz é que, se a tecnologia utilizada por qualquer país do mundo, por qualquer empresa privada do mundo for de origem norte-americana, determinados procedimentos deverão ser observados. Se a tecnologia não tiver nenhum componente, nenhum processo, vinculado à tecnologia norte-americana, o Acordo sequer incide.”
O governador lembrou que a Base de Alcântara é um “patrimônio do Brasil que está inutilizado há praticamente quatro décadas” e que “o domínio dos Estados Unidos, nesse setor, é indiscutível: há componentes norte-americanos em cerca de 80% dos satélites e objetos espaciais. Isso quer dizer que, sem um acordo mínimo entre Estados Unidos e Brasil, Alcântara teria, na prática, pouca ou nenhuma utilidade como centro de lançamento”.
O que faltou, por exemplo, a Cuba, foi uma assessoria como a de Flávio Dino, que saberia ensinar como entregar Guantánamo para a maior potência nuclear do planeta sem perder a posse do território. Alcântara, como se vê no mapa do Google, será praticamente sede de um governo paralelo no Maranhão. Não se pode duvidar que os tentáculos da CIA e do Pentágono possam, inclusive, influenciar ou até determinar quem seja o ocupante do palácio em São Luís, do outro lado da baía. No mínimo. Para não dizer sobre o ocupante do Planalto.
Pelo acordo, os Estados Unidos vão poder fazer da base o que quiserem e os brasileiros não mais terão acesso a esse pedaço do território. Até mesmo o governador do estado, se estiver passando por ali e necessitar ir ao banheiro, vai ter de achar uma moita. Os US Marine Corps vão isolar o local e guardar os mísseis ianques apontados para a Venezuela, Bolívia e demais países da América do Sul e da África.
Em outro ponto, o próprio Dino admite que seu devaneio é impossível: se 80% dos satélites e objetos espaciais têm componentes norte-americanos, e o Brasil só poderia negociar a utilização do centro de lançamento por outros países que fossem lançar equipamentos com zero componente de fabricação dos EUA, nunca vai acontecer. É só lembrar dos aviões super-tucanos, fabricados pela nossa ex-Embraer, que foram vetados de serem exportados para alguns países, incluindo a Venezuela, porque possuíam entre seus componentes algum parafuso de fabricação dos Estados Unidos.
Donald Trump deu declaração quando seu lacaio daqui ofereceu a base. Devido à localização privilegiada, próxima à linha do equador, Alcântara proporciona uma enorme economia de combustível para colocar algum objeto em órbita, segundo palavras do próprio presidente dos Estados Unidos, satisfeitíssimo.
Alguém consegue imaginar que, ocupado pelos EUA, o centro de lançamento, em momentos de ociosidade do equipamento, possa ser relocado pelo Brasil para a China ou Rússia, caso seus foguetes e satélites não tenham nenhuma arruela de fabricação norte-americana? Claro que não. Só o governador do Maranhão.
Esse Dino acredita em cada uma. Seria ingenuidade?
Até o Haddad insistiu duas vezes na questão.
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2019.05.01 21:49 meucat O Brasil vai se dividir igual a União Soviética em algumas décadas, e provavelmente os Estados Unidos também

Observo nos médios de comunicação e redes sociais a polarização que existe entre a população brasileira. Um exemplo claro deste fenômeno é o próprio Reddit, onde tem um foro chamado "Brasil" e outro "Brasilivre", e cada um critica os atos do governo sempre comparando o que "a esquerda" ou "a direita". Fossem outros tempos, existiria um único foro onde todo mundo ia se massacrar lá dentro. Igual do Reddit vai acontecer no Brasil num futuro não tão distante.
No YouTube vejo centenas de "observadores - comentaristas" independentes. Ninguem faz comentários neutros, nem sequer o presidente Bolsonaro. Sempre que se comenta algum feito sobre o governo, se complementa com a frase "os minions" ou "os esquerdopatas", como se houvessem dois mundos paralelos e cada um observa o outro através de um cristal. Eu não lembro outra época do Brasil onde esta divisão fosse tão evidente, se existia, era mascarada por grandes corporações como a Rede Globo, que conseguiam uma certa uniformidade na forma de pensar através de novelas e noticiários. Mas estas corporações estão se diluindo nas redes sociais, e ali não há uma cabeça uniforme.
A divisão ou junção de países em territórios diferentes parece seguir um ritmo aleatório ao longo da historia. Se olharmos um mapa mundi dos últimos 2000 anos em time lapse acelerado, iremos ver que que os países se somam ou dividem aleatoriamente seguindo as guerras ou revoluções.
O Brasil, igual que USA ou a ex URSS, são territórios "confederados", uma junção de estados ou semi-países independentes em que a "federação" tem sua lei, mas cada estado também tem suas próprias leis, seu congresso, deputados, policias e tudo mais. Até o século XIX no Brasil os governadores eram chamados de "presidentes". Isto significa que os estados estão mais ou menos colados com uma gororoba que pode descolar a qualquer momento.
Quanto à ideologia, ninguém consegue explicar como é que a China empurra a economia mundial crescendo mais de 6% ao ano sendo "comunista", enquanto Venezuela sendo também "comunista" afunda na lama e a população morre de fome. Igual pode-se dizer da Bolívia, onde seu presidente também é da mesma linha do Maduro, mas ao contrario tem um crescimento econômico invejável, um dos maiores da América Latina. Significa que estas estruturas mentais tipo direita / esquerda não são tão corretas como parecem.
As diferenças no Brasil sempre existiram entre os estados do sul e do norte-nordeste. Ha fan-pages das republicas do Rio Grande do Sul e da Republica Paulista por exemplo, igual que nos Estados Unidos ha fan-pages da Republica da Califórnia e da Republica do Texas. Hoje estas divisões são muito sutis, mas com o tempo, e pelo jeito que as coisas estão indo, irão se acentuando cada vez mais até chegar a um ponto de ruptura.
Nos Estados Unidos muitos habitantes do Texas e da Califórnia se recusaram aceitar o Trump como presidente nas últimas eleições, e é provável que a longo prazo isto fique cada vez mais patente. No Brasil é igual, os seguidores do Lula e do Bolsonaro estão sedimentando cada vez mais, de forma que nas sucessivas eleições que virão , as diferenças irão ficando cada vez mais patentes, até chegar num ponto de no-retorno.
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2017.08.11 21:54 feedreddit Esfera de influência: como os libertários americanos estão reinventando a política latino-americana

Esfera de influência: como os libertários americanos estão reinventando a política latino-americana
by Lee Fang via The Intercept
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Para Alejandro Chafuen, a reunião desta primavera no Brick Hotel, em Buenos Aires, foi tanto uma volta para casa quanto uma volta olímpica. Chafuen, um esguio argentino-americano, passou a vida adulta se dedicando a combater os movimentos sociais e governos de esquerda das Américas do Sul e Central, substituindo-os por uma versão pró-empresariado do libertarianismo.
Ele lutou sozinho durante décadas, mas isso está mudando. Chafuen estava rodeado de amigos no Latin America Liberty Forum 2017. Essa reunião internacional de ativistas libertários foi patrocinada pela Atlas Economic Research Foundation, uma organização sem fins lucrativos conhecida como Atlas Network (Rede Atlas), que Chafuen dirige desde 1991. No Brick Hotel, ele festejou as vitórias recentes; seus anos de trabalho estavam começando a render frutos – graças às circunstâncias políticas e econômicas e à rede de ativistas que Chafuen se esforçou tanto para criar.
Nos últimos 10 anos, os governos de esquerda usaram “dinheiro para comprar votos, para redistribuir”, diz Chaufen, confortavelmente sentado no saguão do hotel. Mas a recente queda do preço das commodities, aliada a escândalos de corrupção, proporcionou uma oportunidade de ação para os grupos da Atlas Network. “Surgiu uma abertura – uma crise – e uma demanda por mudanças, e nós tínhamos pessoas treinadas para pressionar por certas políticas”, observa Chafuen, parafraseando o falecido Milton Friedman. “No nosso caso, preferimos soluções privadas aos problemas públicos”, acrescenta.
Chafuen cita diversos líderes ligados à Atlas que conseguiram ganhar notoriedade: ministros do governo conservador argentino, senadores bolivianos e líderes do Movimento Brasil Livre (MBL), que ajudaram a derrubar a presidente Dilma Rousseff – um exemplo vivo dos frutos do trabalho da rede Atlas, que Chafuen testemunhou em primeira mão.
“Estive nas manifestações no Brasil e pensei: ‘Nossa, aquele cara tinha uns 17 anos quando o conheci, e agora está ali no trio elétrico liderando o protesto. Incrível!’”, diz, empolgado. É a mesma animação de membros da Atlas quando o encontram em Buenos Aires; a tietagem é constante no saguão do hotel. Para muitos deles, Chafuen é uma mistura de mentor, patrocinador fiscal e verdadeiro símbolo da luta por um novo paradigma político em seus países.
O presidente deposto de Honduras, Manuel Zelaya, à esquerda, dentro de um carro em direção ao aeroporto, onde pegaria um voo para a Nicarágua nos arredores de San José. Domingo, 28 de junho de 2009.
Foto: Kent Gilbert/AP
Uma guinada à direita está em marcha na política latino-americana, destronando os governos socialistas que foram a marca do continente durante boa parte do século XXI – de Cristina Kirchner, na Argentina, ao defensor da reforma agrária e populista Manuel Zelaya, em Honduras –, que implementaram políticas a favor dos pobres, nacionalizaram empresas e desafiaram a hegemonia dos EUA no continente. Essa alteração pode parecer apenas parte de um reequilíbrio regional causado pela conjuntura econômica, porém a Atlas Network parece estar sempre presente, tentando influenciar o curso das mudanças políticas.
A história da Atlas Network e seu profundo impacto na ideologia e no poder político nunca foi contada na íntegra. Mas os registros de suas atividades em três continentes, bem como as entrevistas com líderes libertários na América Latina, revelam o alcance de sua influência. A rede libertária, que conseguiu alterar o poder político em diversos países, também é uma extensão tácita da política externa dos EUA – os _think tanks_associados à Atlas são discretamente financiados pelo Departamento de Estado e o National Endowment for Democracy (Fundação Nacional para a Democracia – NED), braço crucial do _soft power_norte-americano.
Embora análises recentes tenham revelado o papel de poderosos bilionários conservadores – como os irmãos Koch – no desenvolvimento de uma versão pró-empresariado do libertarianismo, a Atlas Network – que também é financiada pelas fundações Koch – tem usado métodos criados no mundo desenvolvido, reproduzindo-os em países em desenvolvimento. A rede é extensa, contando atualmente com parcerias com 450 _think tanks_em todo o mundo. A Atlas afirma ter gasto mais de US$ 5 milhões com seus parceiros apenas em 2016.
Ao longo dos anos, a Atlas e suas fundações caritativas associadas realizaram centenas de doações para _think tanks_conservadores e defensores do livre mercado na América Latina, inclusive a rede que apoiou o Movimento Brasil Livre (MBL) e organizações que participaram da ofensiva libertária na Argentina, como a Fundação Pensar, um _think tank_da Atlas que se incorporou ao partido criado por Mauricio Macri, um homem de negócios e atual presidente do país. Os líderes do MBL e o fundador da Fundação Eléutera – um _think tank_neoliberal extremamente influente no cenário pós-golpe hondurenho – receberam financiamento da Atlas e fazem parte da nova geração de atores políticos que já passaram pelos seus seminários de treinamento.
A Atlas Network conta com dezenas de _think tanks_na América Latina, inclusive grupos extremamente ativos no apoio às forças de oposição na Venezuela e ao candidato de centro-direita às eleições presidenciais chilenas, Sebastián Piñera.
Protesto a favor do impeachment da presidente Dilma Rousseff diante do Congresso Nacional, em Brasília, no dia 2 de dezembro de 2015.
Photo: Eraldo Peres/AP
Em nenhum outro lugar a estratégia da Atlas foi tão bem sintetizada quanto na recém-formada rede brasileira de _think tanks_de defesa do livre mercado. Os novos institutos trabalham juntos para fomentar o descontentamento com as políticas socialistas; alguns criam centros acadêmicos enquanto outros treinam ativistas e travam uma guerra constante contra as ideias de esquerda na mídia brasileira.
O esforço para direcionar a raiva da população contra a esquerda rendeu frutos para a direita brasileira no ano passado. Os jovens ativistas do MBL – muitos deles treinados em organização política nos EUA – lideraram um movimento de massa para canalizar a o descontentamento popular com um grande escândalo de corrupção para desestabilizar Dilma Rousseff, uma presidente de centro-esquerda. O escândalo, investigado por uma operação batizada de Lava-Jato, continua tendo desdobramentos, envolvendo líderes de todos os grandes partidos políticos brasileiros, inclusive à direita e centro-direita. Mas o MBL soube usar muito bem as redes sociais para direcionar a maior parte da revolta contra Dilma, exigindo o seu afastamento e o fim das políticas de bem-estar social implementadas pelo Partido dos Trabalhadores (PT).
A revolta – que foi comparada ao movimento Tea Party devido ao apoio tácito dos conglomerados industriais locais e a uma nova rede de atores midiáticos de extrema-direita e tendências conspiratórias – conseguiu interromper 13 anos de dominação do PT ao afastar Dilma do cargo por meio de um impeachment em 2016.
O cenário político do qual surgiu o MBL é uma novidade no Brasil. Havia no máximo três _think tanks_libertários em atividade no país dez anos atrás, segundo Hélio Beltrão, um ex-executivo de um fundo de investimentos de alto risco que agora dirige o Instituto Mises, uma organização sem fins lucrativos que recebeu o nome do filósofo libertário Ludwig von Mises. Ele diz que, com o apoio da Atlas, agora existem cerca de 30 institutos agindo e colaborando entre si no Brasil, como o Estudantes pela Liberdade e o MBL.
“É como um time de futebol; a defesa é a academia, e os políticos são os atacantes. E já marcamos alguns gols”, diz Beltrão, referindo-se ao impeachment de Dilma. O meio de campo seria “o pessoal da cultura”, aqueles que formam a opinião pública.
Beltrão explica que a rede de _think tanks_está pressionando pela privatização dos Correios, que ele descreve como “uma fruta pronta para ser colhida” e que pode conduzir a uma onda de reformas mais abrangentes em favor do livre mercado. Muitos partidos conservadores brasileiros acolheram os ativistas libertários quando estes demonstraram que eram capazes de mobilizar centenas de milhares de pessoas nos protestos contra Dilma, mas ainda não adotaram as teorias da “economia do lado da oferta”.
Fernando Schüler, acadêmico e colunista associado ao Instituto Millenium – outro _think tank_da Atlas no Brasil – tem uma outra abordagem. “O Brasil tem 17 mil sindicatos pagos com dinheiro público. Um dia de salário por ano vai para os sindicatos, que são completamente controlados pela esquerda”, diz. A única maneira de reverter a tendência socialista seria superá-la no jogo de manobras políticas. “Com a tecnologia, as pessoas poderiam participar diretamente, organizando – no WhatsApp, Facebook e YouTube – uma espécie de manifestação pública de baixo custo”, acrescenta, descrevendo a forma de mobilização de protestos dos libertários contra políticos de esquerda. Os organizadores das manifestações anti-Dilma produziram uma torrente diária de vídeos no YouTube para ridicularizar o governo do PT e criaram um placar interativo para incentivar os cidadãos a pressionarem seus deputados por votos de apoio ao impeachment.
Schüler notou que, embora o MBL e seu próprio _think tank_fossem apoiados por associações industriais locais, o sucesso do movimento se devia parcialmente à sua não identificação com partidos políticos tradicionais, em sua maioria vistos com maus olhos pela população. Ele argumenta que a única forma de reformar radicalmente a sociedade e reverter o apoio popular ao Estado de bem-estar social é travar uma guerra cultural permanente para confrontar os intelectuais e a mídia de esquerda.
Fernando Schüler.Foto:captura de tela do YouTubeUm dos fundadores do Instituto Millenium, o blogueiro Rodrigo Constantino, polariza a política brasileira com uma retórica ultrassectária. Constantino, que já foi chamado de “o Breitbart brasileiro” devido a suas teorias conspiratórias e seus comentários de teor radicalmente direitistas, é presidente do conselho deliberativo de outro _think tank_da Atlas – o Instituto Liberal. Ele enxerga uma tentativa velada de minar a democracia em cada movimento da esquerda brasileira, do uso da cor vermelha na logomarca da Copa do Mundo ao Bolsa Família, um programa de transferência de renda. Constantino é considerado o responsável pela popularização de uma narrativa segundo a qual os defensores do PT seriam uma “esquerda caviar”, ricos hipócritas que abraçam o socialismo para se sentirem moralmente superiores, mas que na realidade desprezam as classes trabalhadoras que afirmam representar. A “breitbartização” do discurso é apenas uma das muitas formas sutis pelas quais a Atlas Network tem influenciado o debate político.
“Temos um Estado muito paternalista. É incrível. Há muito controle estatal, e mudar isso é um desafio de longo prazo”, diz Schüler, acresentando que, apesar das vitórias recentes, os libertários ainda têm um longo caminho pela frente no Brasil. Ele gostaria de copiar o modelo de Margaret Thatcher, que se apoiava em uma rede de _think tanks_libertários para implementar reformas impopulares. “O sistema previdenciário é absurdo, e eu privatizaria toda a educação”, diz Schüler, pondo-se a recitar toda a litania de mudanças que faria na sociedade, do corte do financiamento a sindicatos ao fim do voto obrigatório.
Mas a única maneira de tornar tudo isso possível, segundo ele, seria a formação de uma rede politicamente engajada de organizações sem fins lucrativos para defender os objetivos libertários. Para Schüler, o modelo atual – uma constelação de _think tanks_em Washington sustentada por vultosas doações – seria o único caminho para o Brasil.
E é exatamente isso que a Atlas tem se esforçado para fazer. Ela oferece subvenções a novos _think tanks_e cursos sobre gestão política e relações públicas, patrocina eventos de _networking_no mundo todo e, nos últimos anos, tem estimulado libertários a tentar influenciar a opinião pública por meio das redes sociais e vídeos online.
Uma competição anual incentiva os membros da Atlas a produzir vídeos que viralizem no YouTube promovendo o _laissez-faire_e ridicularizando os defensores do Estado de bem-estar social. James O’Keefe, provocador famoso por alfinetar o Partido Democrata americano com vídeos gravados em segredo, foi convidado pela Atlas para ensinar seus métodos. No estado americano do Wisconsin, um grupo de produtores que publicava vídeos na internet para denegrir protestos de professores contra o ataque do governador Scott Walker aos sindicatos do setor público também compartilharam sua experiência nos cursos da Atlas.
Manifestantes queimam um boneco do presidente Hugo Chávez na Plaza Altamira, em protesto contra o governo.
Foto: Lonely Planet Images/Getty Images
Em uma de suas últimas realizações, a Atlas influenciou uma das crises políticas e humanitárias mais graves da América Latina: a venezuelana. Documentos obtidos graças ao “Freedom of Information Act” (Lei da Livre Informação, em tradução livre) por simpatizantes do governo venezuelano – bem como certos telegramas do Departamento de Estado dos EUA vazados por Chelsea Manning – revelam uma complexo tentativa do governo americano de usar os _think tanks_da Atlas em uma campanha para desestabilizar o governo de Hugo Chávez. Em 1998, a CEDICE Libertad – principal organização afiliada à Atlas em Caracas, capital da Venezuela – já recebia apoio financeiro do Center for International Private Enterprise (Centro para a Empresa Privada Internacional – CIPE). Em uma carta de financiamento do NED, os recursos são descritos como uma ajuda para “a mudança de governo”. O diretor da CEDICE foi um dos signatários do controverso “Decreto Carmona” em apoio ao malsucedido golpe militar contra Chávez em 2002.
Um telegrama de 2006 descrevia a estratégia do embaixador americano, William Brownfield, de financiar organizações politicamente engajadas na Venezuela: “1) Fortalecer instituições democráticas; 2) penetrar na base política de Chávez; 3) dividir o chavismo; 4) proteger negócios vitais para os EUA, e 5) isolar Chávez internacionalmente.”
Na atual crise venezuelana, a CEDICE tem promovido a recente avalanche de protestos contra o presidente Nicolás Maduro, o acossado sucessor de Chávez. A CEDICE está intimamente ligada à figura da oposicionista María Corina Machado, uma das líderes das manifestações em massa contra o governo dos últimos meses. Machado já agradeceu publicamente à Atlas pelo seu trabalho. Em um vídeo enviado ao grupo em 2014, ela diz: “Obrigada à Atlas Network e a todos os que lutam pela liberdade.”
Em 2014, a líder opositora María Corina Machado agradeceu à Atlas pelo seu trabalho: “Obrigada à Atlas Network e a todos os que lutam pela liberdade.”No Latin America Liberty Forum, organizado pela Atlas Network em Buenos Aires, jovens líderes compartilham ideias sobre como derrotar o socialismo em todos os lugares, dos debates em _campi_universitários a mobilizações nacionais a favor de um impeachment.
Em uma das atividades do fórum, “empreendedores” políticos de Peru, República Dominicana e Honduras competem em um formato parecido com o programa Shark Tank, um _reality show_americano em que novas empresas tentam conquistar ricos e impiedosos investidores. Mas, em vez de buscar financiamento junto a um painel de capitalistas de risco, esses diretores de _think tanks_tentam vender suas ideias de marketing político para conquistar um prêmio de US$ 5 mil. Em outro encontro, debatem-se estratégias para atrair o apoio do setor industrial às reformas econômicas. Em outra sala, ativistas políticos discutem possíveis argumentos que os “amantes da liberdade” podem usar para combater o crescimento do populismo e “canalizar o sentimento de injustiça de muitos” para atingir os objetivos do livre mercado.
Um jovem líder da Cadal, um _think tank_de Buenos Aires, deu a ideia de classificar as províncias argentinas de acordo com o que chamou de “índice de liberdade econômica” – levando em conta a carga tributária e regulatória como critérios principais –, o que segundo ela geraria um estímulo para a pressão popular por reformas de livre mercado. Tal ideia é claramente baseada em estratégias similares aplicadas nos EUA, como o Índice de Liberdade Econômica da Heritage Foundation, que classifica os países de acordo com critérios como política tributária e barreiras regulatórias aos negócios.
Os _think tanks_são tradicionalmente vistos como institutos independentes que tentam desenvolver soluções não convencionais. Mas o modelo da Atlas se preocupa menos com a formulação de novas soluções e mais com o estabelecimento de organizações políticas disfarçadas de instituições acadêmicas, em um esforço para conquistar a adesão do público.
As ideias de livre mercado – redução de impostos sobre os mais ricos; enxugamento do setor público e privatizações; liberalização das regras de comércio e restrições aos sindicatos – sempre tiveram um problema de popularidade. Os defensores dessa corrente de pensamento perceberam que o eleitorado costuma ver essas ideias como uma maneira de favorecer as camadas mais ricas. E reposicionar o libertarianismo econômico como uma ideologia de interesse público exige complexas estratégias de persuasão em massa.
Mas o modelo da Atlas, que está se espalhando rapidamente pela América Latina, baseia-se em um método aperfeiçoado durante décadas de embates nos EUA e no Reino Unido, onde os libertários se esforçaram para conter o avanço do Estado de bem-estar social do pós-guerra.
Mapa das organizações da rede Atlas na América do Sul.
Fonte: The Intercept
Antony Fisher, empreendedor britânico e fundador da Atlas Network, é um pioneiro na venda do libertarianismo econômico à opinião pública. A estratégia era simples: nas palavras de um colega de Fisher, a missão era “encher o mundo de _think tanks_que defendam o livre mercado”.
A base das ideias de Fisher vêm de Friedrich Hayek, um dos pais da defesa do Estado mínimo. Em 1946, depois de ler um resumo do livro seminal de Hayek, O Caminho da Servidão, Fisher quis se encontrar com o economista austríaco em Londres. Segundo seu colega John Blundell, Fisher sugeriu que Hayek entrasse para a política. Mas Hayek se recusou, dizendo que uma abordagem de baixo para cima tinha mais chances de alterar a opinião pública e reformar a sociedade.
Enquanto isso, nos Estados Unidos, outro ideólogo do livre mercado, Leonard Read, chegava a conclusões parecidas depois de ter dirigido a Câmara de Comércio de Los Angeles, onde batera de frente com o sindicalismo. Para deter o crescimento do Estado de bem-estar social, seria necessária uma ação mais elaborada no sentido de influenciar o debate público sobre os destinos da sociedade, mas sem revelar a ligação de tal estratégia com os interesses do capital.
Fisher animou-se com uma visita à organização recém-fundada por Read, a Foundation for Economic Education (Fundação para a Educação Econômica – FEE), em Nova York, criada para patrocinar e promover as ideias liberais. Nesse encontro, o economista libertário F.A. Harper, que trabalhava na FEE à epoca, orientou Fisher sobre como abrir a sua própria organização sem fins lucrativos no Reino Unido.
Durante a viagem, Fisher e Harper foram à Cornell University para conhecer a última novidade da indústria animal: 15 mil galinhas armazenadas em uma única estrutura. Fisher decidiu levar o invento para o Reino Unido. Sua fábrica, a Buxted Chickens, logo prosperou e trouxe grande fortuna para Fisher. Uma parte dos lucros foi direcionada à realização de outro objetivo surgido durante a viagem a Nova York – em 1955, Fisher funda o Institute of Economic Affairs (Instituto de Assuntos Econômicos – IEA).
O IEA ajudou a popularizar os até então obscuros economistas ligados às ideias de Hayek. O instituto era um baluarte de oposição ao crescente Estado de bem-estar social britânico, colocando jornalistas em contato com acadêmicos defensores do livre mercado e disseminando críticas constantes sob a forma de artigos de opinião, entrevistas de rádio e conferências.
A maior parte do financiamento do IEA vinha de empresas privadas, como os gigantes do setor bancário e industrial Barclays e British Petroleum, que contribuíam anualmente. No livro Making Thatcher’s Britain(A Construção da Grã-Bretanha de Thatcher, em tradução livre), dos historiadores Ben Jackson e Robert Saunders, um magnata dos transportes afirma que, assim como as universidades forneciam munição para os sindicatos, o IEA era uma importante fonte de poder de fogo para os empresários.
Quando a desaceleração econômica e o aumento da inflação dos anos 1970 abalou os fundamentos da sociedade britânica, políticos conservadores começaram a se aproximar do IEA como fonte de uma visão alternativa. O instituto aproveitou a oportunidade e passou a oferecer plataformas para que os políticos pudessem levar os conceitos do livre mercado para a opinião pública. A Atlas Network afirma orgulhosamente que o IEA “estabeleceu as bases intelectuais do que viria a ser a revolução de Thatcher nos anos 1980”. A equipe do instituto escrevia discursos para Margaret Thatcher; fornecia material de campanha na forma de artigos sobre temas como sindicalismo e controle de preços; e rebatia as críticas à Dama de Ferro na mídia inglesa. Em uma carta a Fisher depois de vencer as eleições de 1979, Thatcher afirmou que o IEA havia criado, na opinião pública, “o ambiente propício para a nossa vitória”.
“Não há dúvidas de que tivemos um grande avanço na Grã-Bretanha. O IEA, fundado por Antony Fisher, fez toda a diferença”, disse Milton Friedman uma vez. “Ele possibilitou o governo de Margaret Thatcher – não a sua eleição como primeira-ministra, e sim as políticas postas em prática por ela. Da mesma forma, o desenvolvimento desse tipo de pensamento nos EUA possibilitou o a implementação das políticas de Ronald Reagan”, afirmou.
O IEA fechava um ciclo. Hayek havia criado um seleto grupo de economistas defensores do livre mercado chamado Sociedade Mont Pèlerin. Um de seus membros, Ed Feulner, ajudou o fundar o _think tank_conservador Heritage Foundation, em Washington, inspirando-se no trabalho de Fisher. Outro membro da Sociedade, Ed Crane, fundou o Cato Institute, o mais influente _think tank_libertário dos Estados Unidos.
_O filósofo e economista anglo-austríaco Friedrich Hayek com um grupo de alunos na London School of Economics, em 1948._Foto: Paul PoppePopperfoto/Getty Images
Em 1981, Fisher, que havia se mudado para San Francisco, começou a desenvolver a Atlas Economic Research Foundation por sugestão de Hayek. Fisher havia aproveitado o sucesso do IEA para conseguir doações de empresas para seu projeto de criação de uma rede regional de _think tanks_em Nova York, Canadá, Califórnia e Texas, entre outros. Mas o novo empreendimento de Fisher viria a ter uma dimensão global: uma organização sem fins lucrativos dedicada a levar sua missão adiante por meio da criação de postos avançados do libertarianismo em todos os países do mundo. “Quanto mais institutos existirem no mundo, mais oportunidade teremos para resolver problemas que precisam de uma solução urgente”, declarou.
Fisher começou a levantar fundos junto a empresas com a ajuda de cartas de recomendação de Hayek, Thatcher e Friedman, instando os potenciais doadores a ajudarem a reproduzir o sucesso do IEA através da Atlas. Hayek escreveu que o modelo do IEA “deveria ser usado para criar institutos similares em todo o mundo”. E acrescentou: “Se conseguíssemos financiar essa iniciativa conjunta, seria um dinheiro muito bem gasto.”
A proposta foi enviada para uma lista de executivos importantes, e o dinheiro logo começou a fluir dos cofres das empresas e dos grandes financiadores do Partido Republicano, como Richard Mellon Scaife. Empresas como a Pfizer, Procter & Gamble e Shell ajudaram a financiar a Atlas. Mas a contribuição delas teria que ser secreta para que o projeto pudesse funcionar, acreditava Fisher. “Para influenciar a opinião pública, é necessário evitar qualquer indício de interesses corporativos ou tentativa de doutrinação”, escreveu Fisher na descrição do projeto, acrescentando que o sucesso do IEA estava baseado na percepção pública do caráter acadêmico e imparcial do instituto.
A Atlas cresceu rapidamente. Em 1985, a rede contava com 27 instituições em 17 países, inclusive organizações sem fins lucrativos na Itália, México, Austrália e Peru.
E o _timing_não podia ser melhor: a expansão internacional da Atlas coincidiu com a política externa agressiva de Ronald Reagan contra governos de esquerda mundo afora.
Embora a Atlas declarasse publicamente que não recebia recursos públicos (Fisher caracterizava as ajudas internacionais como uma forma de “suborno” que distorcia as forças do mercado), há registros da tentativa silenciosa da rede de canalizar dinheiro público para sua lista cada vez maior de parceiros internacionais.
Em 1982, em uma carta da Agência de Comunicação Internacional dos EUA – um pequeno órgão federal destinado a promover os interesses americanos no exterior –, um funcionário do Escritório de Programas do Setor Privado escreveu a Fisher em resposta a um pedido de financiamento federal. O funcionário diz não poder dar dinheiro “diretamente a organizações estrangeiras”, mas que seria possível copatrocinar “conferências ou intercâmbios com organizações” de grupos como a Atlas, e sugere que Fisher envie um projeto. A carta, enviada um ano depois da fundação da Atlas, foi o primeiro indício de que a rede viria a ser uma parceira secreta da política externa norte-americana.
Memorandos e outros documentos de Fisher mostram que, em 1986, a Atlas já havia ajudado a organizar encontros com executivos para tentar direcionar fundos americanos para sua rede de think tanks. Em uma ocasião, um funcionário da Agência dos Estados Unidos para o Desenvolvimento Internacional (USAID), o principal braço de financiamento internacional do governo dos EUA, recomendou que o diretor da filial da Coca-Cola no Panamá colaborasse com a Atlas para a criação de um _think tank_nos moldes do IEA no país. A Atlas também recebeu fundos da Fundação Nacional para a Democracia (NED), uma organização sem fins lucrativos fundada em 1983 e patrocinada em grande parte pelo Departamento de Estado e a USAID cujo objetivo é fomentar a criação de instituições favoráveis aos EUA nos países em desenvolvimento.
Alejandro Chafuen, da Atlas Economic Research Foundation, atrás à direita, cumprimenta Rafael Alonzo, do Centro de Divulgação do Conhecimento Econômico para a Liberdade (CEDICE Libertad), à esquerda, enquanto o escritor peruano Mario Vargas Llosa aplaude a abertura do Fórum Liberdade e Democracia, em Caracas, no dia 28 de maio de 2009.
Foto: Ariana Cubillos/AP
_ _Financiada generosamente por empresas e pelo governo americano, a Atlas deu outro golpe de sorte em 1985 com a chegada de Alejandro Chafuen. Linda Whetstone, filha de Fisher, conta um episódio ocorrido naquele ano, quando um jovem Chafuen, que ainda vivia em Oakland, teria aparecido no escritório da Atlas em San Francisco “disposto a trabalhar de graça”. Nascido em Buenos Aires, Chafuen vinha do que ele chamava “uma família anti-Peronista”. Embora tenha crescido em uma época de grande agitação na Argentina, Chafuen vivia uma vida relativamente privilegiada, tendo passado a adolescência jogando tênis e sonhando em se tornar atleta profissional.
Ele atribui suas escolhas ideológicas a seu apetite por textos libertários, de Ayn Rand a livretos publicados pela FEE, a organização de Leonard Read que havia inspirado Antony Fisher. Depois de estudar no Grove City College, uma escola de artes profundamente conservadora e cristã no estado americano da Pensilvânia, onde foi presidente do clube de estudantes libertários, Chafuen voltou ao país de nascença. Os militares haviam tomado o poder, alegando estar reagindo a uma suposta ameaça comunista. Milhares de estudantes e ativistas seriam torturados e mortos durante a repressão à oposição de esquerda no período que se seguiu ao golpe de Estado.
Chafuen recorda essa época de maneira mais positiva do que negativa. Ele viria a escrever que os militares haviam sido obrigados a agir para evitar que os comunistas “tomassem o poder no país”. Durante sua carreira como professor, Chafuen diz ter conhecido “totalitários de todo tipo” no mundo acadêmico. Segundo ele, depois do golpe militar seus professores “abrandaram-se”, apesar das diferenças ideológicas entre eles.
Em outros países latino-americanos, o libertarianismo também encontrara uma audiência receptiva nos governos militares. No Chile, depois da derrubada do governo democraticamente eleito de Salvador Allende, os economistas da Sociedade Mont Pèlerin acorreram ao país para preparar profundas reformas liberais, como a privatização de indústrias e da Previdência. Em toda a região, sob a proteção de líderes militares levados ao poder pela força, as políticas econômicas libertárias começaram a se enraizar.
Já o zelo ideológico de Chafuen começou a se manifestar em 1979, quando ele publicou um ensaio para a FEE intitulado “War Without End” (Guerra Sem Fim). Nele, Chafuen descreve horrores do terrorismo de esquerda “como a família Manson, ou, de forma organizada, os guerrilheiros do Oriente Médio, África e América do Sul”. Haveria uma necessidade, segundo ele, de uma reação das “forças da liberdade individual e da propriedade privada”.
Seu entusiasmo atraiu a atenção de muita gente. Em 1980, aos 26 anos, Chafuen foi convidado a se tornar o membro mais jovem da Sociedade Mont Pèlerin. Ele foi até Stanford, tendo a oportunidade de conhecer Read, Hayek e outros expoentes libertários. Cinco anos depois, Chafuen havia se casado com uma americana e estava morando em Oakland. E começou a fazer contato com membros da Mont Pèlerin na área da Baía de San Francisco – como Fisher.
Em toda a região, sob a proteção de líderes militares levados ao poder pela força, as políticas econômicas libertárias começaram a se enraizar.De acordo com as atas das reuniões do conselho da Atlas, Fisher disse aos colegas que havia feito um pagamento _ex gratia_no valor de US$ 500 para Chafuen no Natal de 1985, declarando que gostaria de contratar o economista para trabalhar em tempo integral no desenvolvimento dos _think tanks_da rede na América Latina. No ano seguinte, Chafuen organizou a primeira cúpula de _think tanks_latino-americanos, na Jamaica.
Chafuen compreendera o modelo da Atlas e trabalhava incansavelmente para expandir a rede, ajudando a criar _think tanks_na África e na Europa, embora seu foco continuasse sendo a América Latina. Em uma palestra sobre como atrair financiadores, Chafuen afirmou que os doadores não podiam financiar publicamente pesquisas, sob o risco de perda de credibilidade. “A Pfizer não patrocinaria uma pesquisa sobre questões de saúde, e a Exxon não financiaria uma enquete sobre questões ambientais”, observou. Mas os _think tanks_libertários – como os da Atlas Network –não só poderiam apresentar as mesmas pesquisas sob um manto de credibilidade como também poderiam atrair uma cobertura maior da mídia.
“Os jornalistas gostam muito de tudo o que é novo e fácil de noticiar”, disse Chafuen. Segundo ele, a imprensa não tem interesse em citar o pensamento dos filósofos libertários, mas pesquisas produzidas por um _think tank_são mais facilmente reproduzidas. “E os financiadores veem isso”, acrescenta.
Em 1991, três anos depois da morte de Fisher, Chafuen assumiu a direção da Atlas – e pôs-se a falar sobre o trabalho da Atlas para potenciais doadores. E logo começou a conquistar novos financiadores. A Philip Morris deu repetidas contribuições à Atlas, inclusive uma doação de US$ 50 mil em 1994, revelada anos depois. Documentos mostram que a gigante do tabaco considerava a Atlas uma aliada em disputas jurídicas internacionais.
Mas alguns jornalistas chilenos descobriram que _think tanks_patrocinados pela Atlas haviam feito pressão por trás dos panos contra a legislação antitabagista sem revelar que estavam sendo financiadas por empresas de tabaco – uma estratégia praticada por _think tanks_em todo o mundo.
Grandes corporações como ExxonMobil e MasterCard já financiaram a Atlas. Mas o grupo também atrai grandes figuras do libertarianismo, como as fundações do investidor John Templeton e dos irmãos bilionários Charles e David Koch, que cobriam a Atlas e seus parceiros de generosas e frequentes doações. A habilidade de Chafuen para levantar fundos resultou em um aumento do número de prósperas fundações conservadoras. Ele é membro-fundador do Donors Trust, um discreto fundo orientado ao financiamento de organizações sem fins lucrativos que já transferiu mais de US$ 400 milhões a entidades libertárias, incluindo membros da Atlas Network. Chafuen também é membro do conselho diretor da Chase Foundation of Virginia, outra entidade financiadora da Atlas, fundada por um membro da Sociedade Mont Pèlerin.
Outra grande fonte de dinheiro é o governo americano. A princípio, a Fundação Nacional para a Democracia encontrou dificuldades para criar entidades favoráveis aos interesses americanos no exterior. Gerardo Bongiovanni, presidente da Fundación Libertad, um _think tank_da Atlas em Rosario, na Argentina, afirmou durante uma palestra de Chafuen que a injeção de capital do Center for International Private Enterprise – parceiro do NED no ramo de subvenções – fora de apenas US$ 1 milhão entre 1985 e 1987. Os _think tanks_que receberam esse capital inicial logo fecharam as portas, alegando falta de treinamento em gestão, segundo Bongiovanni.
No entanto, a Atlas acabou conseguindo canalizar os fundos que vinham do NED e do CIPE, transformando o dinheiro do contribuinte americano em uma importante fonte de financiamento para uma rede cada vez maior. Os recursos ajudavam a manter _think tanks_na Europa do Leste, após a queda da União Soviética, e, mais tarde, para promover os interesses dos EUA no Oriente Médio. Entre os beneficiados com dinheiro do CIPE está a CEDICE Libertad, a entidade a que líder opositora venezuelana María Corina Machado fez questão de agradecer.
O assessor da Casa Branca Sebastian Gorka participa de uma entrevista do lado de fora da Ala Oeste da Casa Branca em 9 de junho de 2017 – Washington, EUA.
Foto: Chip Somodevilla/Getty Images
_ _No Brick Hotel, em Buenos Aires, Chafuen reflete sobre as três últimas décadas. “Fisher ficaria satisfeito; ele não acreditaria em quanto nossa rede cresceu”, afirma, observando que talvez o fundador da Atlas ficasse surpreso com o atual grau de envolvimento político do grupo.
Chafuen se animou com a eleição de Donald Trump para a presidência dos EUA. Ele é só elogios para a equipe do presidente. O que não é nenhuma surpresa, pois o governo Trump está cheio de amigos e membros de grupos ligados à Atlas. Sebastian Gorka, o islamofóbico assessor de contraterrorismo de Trump, dirigiu um _think tank_patrocinado pela Atlas na Hungria. O vice-presidente Mike Pence compareceu a um encontro da Atlas e teceu elogios ao grupo. A secretária de Educação Betsy DeVos trabalhou com Chafuen no Acton Institute, um _think tank_de Michigan que usa argumentos religiosos a favor das políticas libertárias – e que agora tem uma entidade subsidiária no Brasil, o Centro Interdisciplinar de Ética e Economia Personalista. Mas talvez a figura mais admirada por Chafuen no governo dos EUA seja Judy Shelton, uma economista e velha companheira da Atlas Network. Depois da vitória de Trump, Shelton foi nomeada presidente da NED. Ela havia sido assessora de Trump durante a campanha e o período de transição. Chafuen fica radiante ao falar sobre o assunto: “E agora tem gente da Atlas na presidência da Fundação Nacional para a Democracia (NED)”, comemora.
Antes de encerrar a entrevista, Chafuen sugere que ainda vem mais por aí: mais think tanks, mais tentativas de derrubar governos de esquerda, e mais pessoas ligadas à Atlas nos cargos mais altos de governos ao redor do mundo. “É um trabalho contínuo”, diz.
Mais tarde, Chafuen compareceu ao jantar de gala do Latin America Liberty Forum. Ao lado de um painel de especialistas da Atlas, ele discutiu a necessidade de reforçar os movimentos de oposição libertária no Equador e na Venezuela.
Danielle Mackey contribuiu na pesquisa para essa matéria. Tradução: Bernardo Tonasse
The post Esfera de influência: como os libertários americanos estão reinventando a política latino-americana appeared first on The Intercept.
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2015.01.30 23:00 wazzzzah Teaching Brazilian history to a friend's nephew - is this right?

Today is the birthday of a Brazilian friend's nephew and I got him 2 escudo notes from Portugal that show Pedro Alvares Cabral. I wanted to provide some history about the man, so I put together a 2-paragaph summary from Wikipedia, and I want to print it out for him. Could someone please check and correct this Portuguese translation? Thank you so much!!
I bolded every 2nd sentence so it's easier to follow -
Paragraph 1:
Pedro Álvares Cabral was a Portuguese nobleman (fidalgo), military commander, navigator, and explorer regarded as the discoverer of Brazil. Cabral conducted the first substantial exploration of the northeast coast of South America and claimed it for Portugal. While details of Cabral's early life are unclear, it is known that he came from a minor noble family and received a good education. He was appointed to head an expedition to India in 1500 which would be known as the Second Indian Armada, following Vasco da Gama's newly opened route around Africa, in the First India Armada, in 1499. The object of the undertaking was to return with valuable spices and to establish trade relations in India—bypassing the monopoly on the spice trade then in the hands of Arab, Turkish and Italian merchants. Although the previous expedition of Vasco da Gama to India, on its sea route, recorded signs of land west of the southern Atlantic Ocean (in 1497), Cabral is regarded as the first captain who ever touched four continents, leading the first expedition that united Europe, Africa, America, and Asia.
Pedro Álvares Cabral foi um fidalgo, comandante militar, navegador e explorador considerado como o descobridor do Brasil. Cabral realizou a primeira exploração substancial da costa nordeste da América do Sul e reivindicou-o para Portugal. Embora os detalhes do início da vida de Cabral não são claras, sabe-se que ele veio de uma família nobre menor e recebeu uma boa educação. Ele foi nomeado para chefiar uma expedição à Índia, em 1500, que viria a ser conhecido como o Segundo indiano Armada, seguindo a rota recém-inaugurado do Vasco da Gama em torno de África, na Primeira Índia Armada, em 1499. O objetivo da empresa era voltar com valioso especiarias e estabelecer relações comerciais na Índia, contornando o monopólio do comércio de especiarias, então nas mãos de comerciantes árabes, turcos e italianos. Embora a expedição anterior de Vasco da Gama à Índia, em sua rota marítima, sinais de terra a oeste do Atlântico sul (em 1497) registrou, Cabral é considerado como o primeiro capitão que já tocou em quatro continentes, levando a primeira expedição que unia Europa, África, América e Ásia.
Paragraph 2:
On March 9, 1500, Cabral's expedition, the Second India Armada of 13 ships, sets out from the Tagus River, off the coast of Portugal's capital city, Lisbon. After crossing the Atlantic Ocean for a month and a half, the Portuguese detected inhabitants on the shore of eastern South America, and all ships' captains gathered aboard Cabral's lead ship on April 23. Cabral ordered Nicolau Coelho, a captain who had experience from Vasco da Gama's voyage to India, to go ashore and make contact. He set foot on land and exchanged gifts with the indigenous people. After Coelho returned, Cabral took the fleet north, where after traveling 40 miles (65 kilometers) along the coast, it anchored on April 24 in what Cabral named Porto Seguro, or "Safe Port." The place was a natural harbor, and Afonso Lopes, the pilot of the lead ship, brought two natives, who were Tupiniquim Indians, aboard the ship to confer with Cabral. As in the first contact, the meeting was friendly and Cabral presented the locals with gifts.
Em 9 de março de 1500, a expedição de Cabral, a Segunda Índia Armada de 13 navios, estabelece a partir do rio Tejo, ao largo da costa da cidade capital de Portugal, Lisboa. Depois de atravessar o Oceano Atlântico por um mês e meio, o Português detectado habitantes na costa do leste da América do Sul, e os capitães de todos os navios reunidos a bordo do navio de chumbo de Cabral em 23 de abril. Cabral ordenou Nicolau Coelho, um capitão que tinha experiência de Vasco a viagem de Vasco da Gama à Índia, para ir à praia e fazer contato. Ele pôs os pés na terra e trocaram presentes com os povos indígenas. Depois Coelho voltou, Cabral tomou a frota norte, onde depois de viajar 40 milhas (65 km) ao longo da costa, é ancorado em 24 de abril, em que Cabral chamado Porto Seguro, ou "Porto Seguro". O lugar era um porto natural, e Afonso Lopes, o piloto do navio principal, trouxe dois nativos, que eram índios Tupiniquim, a bordo do navio para conferenciar com Cabral. Como no primeiro contato, o encontro foi amigável e Cabral apresentou os moradores com os presentes.
And map title:
Map of The Second Indian Armada - March 9, 1500 - July 21, 1501
http://commons.wikimedia.org/wiki/File:Cabral_voyage_1500.svg
Um mapa da Segunda Armada da Índia- 09 de março de 1500 - 21 jul 1501
http://commons.wikimedia.org/wiki/File:Cabral_voyage_1500_PT.png
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2015.01.30 22:20 wazzzzah [English-> Brazilian Portuguese] Can somebody please correct these 2 paragraphs about Pedro Alvares Cabral? (Google translation, but I know there are several mistakes)

I bolded every 2nd sentence so it's easier to follow - thank you!!
Paragraph 1:
Pedro Álvares Cabral was a Portuguese nobleman (fidalgo), military commander, navigator, and explorer regarded as the discoverer of Brazil. Cabral conducted the first substantial exploration of the northeast coast of South America and claimed it for Portugal. While details of Cabral's early life are unclear, it is known that he came from a minor noble family and received a good education. He was appointed to head an expedition to India in 1500 which would be known as the Second Indian Armada, following Vasco da Gama's newly opened route around Africa, in the First India Armada, in 1499. The object of the undertaking was to return with valuable spices and to establish trade relations in India—bypassing the monopoly on the spice trade then in the hands of Arab, Turkish and Italian merchants. Although the previous expedition of Vasco da Gama to India, on its sea route, recorded signs of land west of the southern Atlantic Ocean (in 1497), Cabral is regarded as the first captain who ever touched four continents, leading the first expedition that united Europe, Africa, America, and Asia.
Pedro Álvares Cabral foi um fidalgo Português, comandante militar, navegador e explorador considerado como o descobridor do Brasil. Cabral realizou a primeira exploração substancial da costa nordeste da América do Sul e reivindicou-o para Portugal. Embora os detalhes do início da vida de Cabral não são claras, sabe-se que ele veio de uma família nobre menor e recebeu uma boa educação. Ele foi nomeado para chefiar uma expedição à Índia, em 1500, que viria a ser conhecido como o Segundo indiano Armada, seguindo a rota recém-inaugurado do Vasco da Gama em torno de África, na Primeira Índia Armada, em 1499. O objetivo da empresa era voltar com valioso especiarias e estabelecer relações comerciais na Índia, contornando o monopólio do comércio de especiarias, então nas mãos de comerciantes árabes, turcos e italianos. Embora a expedição anterior de Vasco da Gama à Índia, em sua rota marítima, sinais de terra a oeste do Atlântico sul (em 1497) registrou, Cabral é considerado como o primeiro capitão que já tocou em quatro continentes, levando a primeira expedição que unia Europa, África, América e Ásia.
Paragraph 2:
On March 9, 1500, Cabral's expedition, the Second India Armada of 13 ships, sets out from the Tagus River, off the coast of Portugal's capital city, Lisbon. After crossing the Atlantic Ocean for a month and a half, the Portuguese detected inhabitants on the shore of eastern South America, and all ships' captains gathered aboard Cabral's lead ship on April 23. Cabral ordered Nicolau Coelho, a captain who had experience from Vasco da Gama's voyage to India, to go ashore and make contact. He set foot on land and exchanged gifts with the indigenous people. After Coelho returned, Cabral took the fleet north, where after traveling 40 miles (65 kilometers) along the coast, it anchored on April 24 in what Cabral named Porto Seguro, or "Safe Port." The place was a natural harbor, and Afonso Lopes, the pilot of the lead ship, brought two natives, who were Tupiniquim Indians, aboard the ship to confer with Cabral. As in the first contact, the meeting was friendly and Cabral presented the locals with gifts.
Em 9 de março de 1500, a expedição de Cabral, a Segunda Índia Armada de 13 navios, estabelece a partir do rio Tejo, ao largo da costa da cidade capital de Portugal, Lisboa. Depois de atravessar o Oceano Atlântico por um mês e meio, o Português detectado habitantes na costa do leste da América do Sul, e os capitães de todos os navios reunidos a bordo do navio de chumbo de Cabral em 23 de abril. Cabral ordenou Nicolau Coelho, um capitão que tinha experiência de Vasco a viagem de Vasco da Gama à Índia, para ir à praia e fazer contato. Ele pôs os pés na terra e trocaram presentes com os povos indígenas. Depois Coelho voltou, Cabral tomou a frota norte, onde depois de viajar 40 milhas (65 km) ao longo da costa, é ancorado em 24 de abril, em que Cabral chamado Porto Seguro, ou "Porto Seguro". O lugar era um porto natural, e Afonso Lopes, o piloto do navio principal, trouxe dois nativos, que eram índios Tupiniquim, a bordo do navio para conferenciar com Cabral. Como no primeiro contato, o encontro foi amigável e Cabral apresentou os moradores com os presentes.
And map title:
Map of The Second Indian Armada - March 9, 1500 - July 21, 1501
http://commons.wikimedia.org/wiki/File:Cabral_voyage_1500.svg
Um mapa da Segunda Armada da Índia- 09 de março de 1500 - 21 jul 1501
http://commons.wikimedia.org/wiki/File:Cabral_voyage_1500_PT.png
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